Mil Novecentos e Antigamente
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Tom: B

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 B|---9-9-9-7-7--------------------------
G#|-7-8-8-8-7-7-8-8-8-7-7-5-5-9-1-1-1----
 E|-7-----------9-9-9-7-7-5-5-8-2-2-2----
 B|--------------------------------------

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 B|---7-7-7------------------------------
G#|-7-7-7-7-8-8-7-7-7-5-5-3-3-7-0-0-0----
 E|-7-------9-9-7-7-7-5-5-4-4-7-0-0-0----
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G#|-7-8-8-8-7-7-5-5-5-8-7-5-5-3-5-1-1-1--
 E|-7-9-9-9-7-7-5-5-5-9-7-5-5-4-5-2-2-2--
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 E|--------------------------------------
 B|---7-7-7------------------------------
G#|-7-7-7-7-8-8-7-7-7-5-5-3-3-3-1-1-0----
 E|-7-------9-9-7-7-7-5-5-4-4-4-2-2-0----
 B|--------------------------------------

 E|--------------------------------------
 B|-----------------7-7-7----------------
G#|-1-3-5-3-0-3-1-1-7-7-7-7-3-1-0-0------
 E|-2-4-5-4-0-4-2-2-------7-4-2-0-0------
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 E|------------------------------------------
 B|--------------------9-7-------------------
G#|-0-0-0-1-3-3-5-5--3-8-7-8-7-7--3-1-0-0-0--
 E|-0-0-0-2-4-4-5-5--4-----9-7-7--4-2-0-0-0--
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Eu sou de uma terra boa de um mundo sério bem diferente
De um mundo sem preconceito de um povo humilde bem competente
No dia que eu vim ao mundo trouxe alegria pra muita gente
Deixei felizes meus pais meus irmãozinhos e meus parentes
Eu cheguei com a primavera com as flores vim contente
Aos vinte e trez de setembro de mil novessentos e antigamente

Eu calculo a minha idade pelo regime em que eu fui criado
Sou do tempo em que o homem negociava de olhos fechados
Dispensava assinatura papéis carimbos e papo furado
E quando um fio de bigode era um documento assegurado
Quando a palavra de um homem tinha um valor elevado
Valia dez vezes mais do que um milhão de papéis assinados

Sou do tempo em que a barba simbolizava capacidade
Não se usava bigode por brincadeira ou por vaidade
Homem se dizia homem mostrando a responsabilidade
Tinha de enfrentar a luta para mostrar masculinidade
Sou do tempo em que a vergonha a honra e a honestidade
Valia mil vezes mais do que qualquer diploma de faculdade

Lá a lei era o trabalho quem trabalhava tinha valor
Cafageste e vigarista aquela terra nunca criou
Vagabundo e puxa-saco morria à míngua sem protetor
Lá o filho honrava o pai seguindo a lei de deus criador
Lá a mãe era senhora e o pai era senhor
Reinava entre a familia compreensão respeito e amor

A dança que se dançava servia só pra se divertir
Cantiga que se cantava era canto simples só pra se ouvir
Não tinha pornografia nas modas que hoje tem por aqui
Lá ninguem fazia nada pra se mostrar ou pra se exibir
Lá o homem era mais homem mais humano e mais gentil
Não tinha corrupção e o meu brasil era mais brasil

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